Wade e KB e a hipersexualização do homem preto


Em Blood And Water temos dois personagens super interessantes Wade e KB. Adivinha quem é que geral já está morrendo de amores, postando que nem “guindaste tira de cima”? O “mais padrão” deles: KB. E vi isso de muita gente preta.

O ‘KB’ é lindo demais sim, mas fico impressionado como no fim do dia só este perfil de “homem preto” é celebrado nas redes sociais. Galera fica aí pagando pau pro KB, que é bem “padrao”, ignorando Wade, “mas nossa, todos pretos são lindos e merecem amor”.

Thabang Molaba (KB)
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A questão em discussão aqui não são os personagens na série, mas os atores escalados. Enquanto a maioria idolatra KB por ele ser o “preto ideal”, ignoram completamente a existência do Wade que não se encaixa nesses “padrões” de beleza impostos.

As pessoas reforçam o “tipo ideal” de homem preto que deve ser desejado, mas depois reclamam da hipersexualização e objetificação da gente, homens pretos. Wade é tão maravilhoso quando KB, mas pelo visto só um merece ser alçado ao status de galã e não tem nada mais branco que isso.

Dillon Windvogel (Wade)

Blood And Water (Água e Sangue)

Durante uma festa, a adolescente Puleng (Ama Qamata) conhece Fikile (Khosi Ngema), nadadora famosa e aluna prodígio de uma escola na Cidade do Cabo. O encontro faz com que Puleng passe a desconfiar da jovem atleta, acreditando que ela é, na verdade, a sua irmã mais velha, raptada logo após o parto. Puleng então se infiltra no colégio de Fikile para se aproximar dela e tentar descobrir a verdade por trás do desaparecimento de sua irmã, anos atrás.

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A Netflix disponibilizou o primeiro episódio gratuitamente no YouTube, assista a seguir.

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