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“La Mona’s Battle”, nova competição brasileira

Conheça o “La Mona’s Battle”, competição online feita por youtubers LGBTs que conta com drags, maquiadores artísticos e diversos outros artistas brasileiros.

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Ao levar drag ao mainstream, o efeito RuPaul’s Drag Race também gerou a popularização de programas competitivos por todo o mundo. Do México a Nova Zelândia, da Inglaterra ao Chile, passando por Alemanha, Tailândia e Canadá, a dominação é mundial mesmo, Henny!

Aqui neste lado do ocidente, o fenômeno engatinha, mas acontece. O exemplo mais recente é o La Mona’s Battle, web reality com transmissão via Youtube estreado em 13 de agosto.

Apresentado pelos youtubers Igor, Jeferson, Luisa e Dacota Monteiro, esta competição reúne nove artistas de diferentes estados brasileiros em busca do título da mais nova Mona Suprema. De mulher trans a maquiador artístico, passando por drag feminina, Club Kid e Freak, o elenco serve diversity.

O pontapé inicial do projeto foi dado por Igor. Decidido a ampliar o conteúdo de seu canal e, desde sempre, um apaixonado pelo formato televisivo de reality show, ele foi em busca de ajuda para fazer as ideias saírem do papel.

“Há alguns meses eu tava com a ideia de criar o La Mona’s Battle, mas sozinho é impossível fazer o reality acontecer, então, fui atrás do Jeferson e da Luisa pra saber se eles tinham interesse em participar do projeto. Desde então, todas as decisões, desafios e até o nome do show são uma parceria de nós 3”, afirma Igor.

Em seguida, o gaúcho Jeferson juntou-se a equipe criativa, sucedido pela jornalista Luisa e Dacota Monteiro, drag queen vencedora da primeira edição digital do TNT Drag. Equipe formada, conceitos, desafios e termos ganhando vida, é hora de recrutar o elenco.

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Jeferson surpreendeu-se com o número de inscrições recebidas: o triplo do esperado.

“Eram muitos artistas variados e com perfis instigantes para iniciar a história do programa”.

Além da diversidade, um critério forte para a escolha do elenco, a qualidade do material recebido foi além das expectativas, segundo Luisa:

“No fim acabamos aumentando o elenco de 6 monas para 9 e estamos muito orgulhosos das nossas escolhidas”.

Com o casting formado, os jurados passaram a comunicar-se com as monas através do aplicativo de mensagens Telegram, em um grupo chamado Mona’s Lounge. Nele, é alinhado tudo que você, espectador, assiste: regras, critérios, prazos, entre outros.

Em relação a estrutura, o La Mona’s Battle funciona da seguinte forma: toda semana, um desafio principal, com uma winner e os jurados definindo as três monas do bottom. A vencedora escolhe uma delas e, assim, duas vão para o extermínio e seus destinos são decididos via voto popular. Como acontece em outras competições do gênero, o formato pode sofrer alterações.

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E o que a vencedora leva para casa? Não estamos falando ainda de 100 mil dólares e uma coroa, mas a winner ganha R$2.000 em compras na Maria João Camisaria, empresa aliada da comunidade LGBTQIA+. Igor é o designer das campanhas da loja e mantinha uma relação profissional com ela há tempos, então, ao apresentar a proposta, o negócio estava feito.

Dois episódios do La Mona’s Battle já foram disponibilizados. No primeiro, O Desafio das Monsters, o tema foi Dragula com desafio de recriação de maquiagem; no segundo, e mais recente, veiculado dia 26 de agosto, aconteceu o Snatch Game com participação especial de Barbitch. Para não dar spoilers, vou me resumir a estas informações somente, ok?

MEET THE MONAS

ATHENA LETO • @athena.leto

“Se existem 100 pessoas numa sala e apenas uma. ALOKA HAHA”.

Paulista com quase cinco anos de drag, Athena Leto tem como função arrancar sorrisos das pessoas. Segundo ela, seu diferencial é “a teatralidade cômica misturada com a linguagem dos memes e looks e make bonita”. Suas performances geralmente seguem um enredo, como o espetáculo CabaréShowDrag, feito em 2016/2017, nos SESCs. Neste momento, no teatro, Athena percebeu que drag seria sua profissão. Além de gostar de competir, ela revela outro motivo para participar do La Mona’s Battle: “Eu quero umas brusinha, né, vamo combinar”.

BARAKATY • @baraminaj

“Mug for daaaaaaaaayz”.

Ela nunca conheceu ninguém com o mesmo nome dela: Hyice Barakaty. Residente da boate NY Lounge, em Presidente Prudente, São Paulo, Barakaty afirma: “Drag, pra mim, além de arte e política, é um trabalho”. Prestes a completar 11 anos como drag queen, ela tinha interesse em participar de uma competição para colocar em prática o conhecimento adquirido sobre sua arte e, claro, “aproveitar a oportunidade da plataforma cedida”.

GABRIEL FARIA • @gabriel.faria_

“TO AMAPÔ?”

Natural de Assis, São Paulo, Gabriel Faria tem oito meses como maquiador artístico. Ele afirma que tem muita facilidade para fazer adereços, acessórios e customização, tanto na maquiagem quanto no look, além do fato de que “NINGUÉM ACREDITA QUANDO EU FALO QUE TENHO 17 ANOS”. Brincadeiras a parte, ele não se vê como drag e ficou sabendo do programa através do namorado: “No início eu não queria me inscrever por receio de ainda não ter muito tempo de experiência e também medo de sair frustrado por algum motivo que só um bom canceriano sempre dramatiza na cabeça”.

ISMEIOW • @ismeiow

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“Drag queen não, transformista”

Vinda de Anapólis, Ismeiow começou sua carreira com um projeto online nas redes sociais: “Por muito tempo eu tive a Ismeiow Week, no meu Instagram: 1 semana de maquiagem artística seguida. Um certo dia, eu parei de usar minhas blusas normais, catei um vestido da minha mãe e fui pra parada LGBT com um cinto minúsculo e um quadril enorme. Daí vieram as unhas, a sobrancelha raspada e, mesmo sem peruca eu sabia que era uma drag queen”. Como vive no interior de Góias, ela afirma não ter nenhum apoio de empresas locais e lojas, “o que dificulta muito, porque eu me monto 3 vezes na semana pro meu canal do Youtube”.

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JHON RIBAX  • @jhon_ribax

“Quem vê close, não vê corre”

Em 30 de julho, Dullce Armani, persona drag de Jhon Ribax, nasceu oficialmente. Envolvido com produção artística desde 2018, Jhon reside em Brasília e acredita que seu diferencial é “a vontade surreal de ser realmente o personagem no qual me inspirei”. Avisado da competição por um seguidor, ele acredita que esta plataforma é uma grande aposta para ampliar o alcance de seu trabalho.

JÜNO • @itsjunoboom

“APENAS 19 ANOS”

Ela inscreveu-se no La Mona’s Battle sem ler as provas ou regulamento e criou sua persona drag em 2006. Mulher trans, cantora, artista multifacetada, Juno atualmente mora em Apucarana, Paraná: “Aqui sou a única mulher fazendo drag em atividade, a cena drag aqui PRECISA crescer e eu quero usar a visibilidade que estou tendo pra repovoar tudo”. Ao entrar para o painel de juradas do Lalaparuzas Race, uma competição via WhatsApp, a convite de Lizzergika, Juno percebeu que fazer drag seria a sua plataforma para produzir arte, inspirar pessoas e ser inspirada.

 

LILITH MORNINGSTAR • @_lilith_morningstar

“Dedo no cu e gritaria”

Baby queen com quatro meses de drag, Lilith Morningstar mora na capital paulista e é marcada pela androginia: “Gosto bastante de transitar entre os gêneros nas minhas produções, tenho grande experiência em maquiagem no geral, então, creio que isso traz uma facilidade na questão da versatilidade”. Lilith considera esta oportunidade um divisor de águas para ser reconhecida como profissional e aproveitou o momento para desfocar da situação atual do Brasil.

LUNA RED FOXX • @lunaredfoxx

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“É sempre um amém a cada produção concluída”

Drag Queen Plus Size? Comediante? Caricata? Nenhum destes rótulos interessa para Luna Red Foxx. De Panorama, São Paulo, ela tem quase quatro anos de drag. Sua carreira começou no Instagram e, após a primeira performance, teve certeza sobre qual caminho seguir, profissionalmente falando. Sobre o que lhe levou a inscrever-se no programa, é enfática: “Há muito tempo eu estava esperando alguma coisa acontecer na minha vida a respeito da minha drag, quando vi as inscrições sabia que era o La Mona’s”.

 

TEMIS • @temisterio

“É, eu posso não ser perfeito, mas eu tenho um coração de diamante”

Temis não se considera uma drag queen por não expressar uma personagem feminina. “Minhas montações são sempre seres de outro planeta. Um Drag Freak? um Drag E.T. Bilu? Talvez, mas faz 8 meses que eu sorrio com isso aqui em Natal/RN”. Seis meses atrás, Temis notou o interesse das pessoas por seu trabalho e percebeu que deveria prosseguir nesta carreira. Daí para o La Mona’s foi preciso apenas a indicação de um amigo e cá estamos, com ele considerando-se um artista aprendiz.

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Confira a seguir o MEET THE MONAS e conheça mais um pouco do elenco e se inscreva no canal.

Agora que você já conhece todas as monas, já pode anotar na agenda: no próximo dia 31 de agosto, segunda-feira, sai o terceiro episódio do La Mona’s Battle. Antes, vá nas redes sociais do elenco, jurados e apresentadores para dar aquele engajamento que a arte drag merece, porque, apesar de linda, ainda é um trabalho e precisa de remuneração para prosseguir. Assista os episódios, curta, compartilhe, indique, maratone, não importa como, #EngajaDrag.

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